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Systemic Sphere promoveu debate sobre “Novos fatores de competitividade: riscos climáticos, práticas ESG e planos de transição e adaptação”

  • 24 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jul.

No passado dia 23 de julho, no CEiiA // Centre of Engineering and Product Development, em Matosinhos, a Systemic Sphere promoveu uma conversa que importa cada vez mais às empresas portuguesas: 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗲́ 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘀 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼𝘀 𝗰𝗹𝗶𝗺𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗼𝘀, 𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗘𝗦𝗚 𝗲 𝗼𝘀 𝗽𝗹𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮̃𝗼 𝗮 𝘁𝗼𝗿𝗻𝗮𝗿 𝗳𝗮𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗿𝗲𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗲𝘁𝗶𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.


A crescente instabilidade climática, a evolução do enquadramento regulatório e a transformação das cadeias de valor estão a redefinir os fatores de competitividade das empresas.


Os riscos climáticos têm vindo a produzir impactos cada vez mais significativos nas operações, nas cadeias de abastecimento e no acesso ao financiamento. Em simultâneo, a implementação da Diretiva de Relato de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) que incide sobre as grandes empresas cotadas, exerce também uma pressão significativa ao longo das cadeias de valor, levando estas empresas a exigir aos seus fornecedores evidência de práticas ESG consistentes e transparentes.


Assim as PME são confrontadas com a necessidade de evidenciarem de que forma também estão a incorporar os riscos ambientais e sociais na sua gestão, sendo muitas vezes solicitados nos cadernos de encargos evidencias objetivas dessa gestão. Também os bancos questionam cada vez mais as PME sobre as suas emissões de CO2, e práticas de sustentabilidade. A Comissão Europeia divulgou um standard voluntário de reporte de sustentabilidade para as PME  - o chamado VSME. Este standard, atualmente muito simples, em breve irá tornar-se mais exigente e será também aplicado para as grandes empresas não cotadas. 


Face a este contexto muitas empresas estão confusas com o enquadramento regulamentar, e muitas sentem também a necessidade de conseguir evidenciar a sua gestão nestas matérias. Esta sessão procurou esclarecer os empresários através de uma linguagem clara e objetiva.


Sofia Santos, CEO da Systemic Sphere, abriu a sessão com uma apresentação sobre o impacto dos riscos climáticos na competitividade empresarial e participou de seguida na mesa redonda que reuniu Pedro Matos Soares (PHAIR-EARTH), Afonso Teixeira (Finerge) e João Fonseca Santos (European Investment Bank (EIB), sob moderação de Nuno Gama, Head of Venturing do CEiiA. Na conversa ficou claro que ignorar riscos climáticos não pode ser uma opção: tem custos concretos, em investimentos mal alocados e em continuidade de negócio. 


Foram ainda abordados os desafios para PME, nomeadamente a dificuldade em quantificar riscos e retorno financeiro, sendo que as Grandes começam a já a integrá-las nas suas avaliações.


Na segunda parte, Georgete Félix (Systemic Sphere) colocou a questão: as práticas ESG na cadeia de valor são relevantes ou utópicas? O tema passou também para a mesa redonda que se seguiu, com Maria do Céu Ferraz da Silva (LIPOR), Georgete Félix e Gabriela Rodrigues (Casa Mendes Gonçalves), mais uma vez sob moderação de Nuno Gama (CEiiA).


A conclusão foi inequívoca: integrar fornecedores pequenos na transição ESG exige auditorias, capacitação e, acima de tudo, relação. E o envolvimento de colaboradores e consumidores já não é opcional, é parte da estratégia.



Obrigada ao CEiiA por nos receber e a todos os participantes pela qualidade da conversa.

 
 
 

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