Sofia Santos, CEO da Systemic Sphere, no programa Sociedade Civil, da RTP2
- 13 de fev.
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Sofia Santos, CEO da Systemic Sphere, esteve no programa Sociedade Civil, da RTP, e deixou algumas notas importantes para o tecido empresarial português:
E destacou alguns pontos essenciais:
. As metas para 2030, 2040 e neutralidade carbónica em 2050 são necessárias. Mas a questão central é se estamos a agir com ambição suficiente.
. Muitos gestores só reconhecem o risco quando este se materializa em perdas reais. Até lá, tende a ser subestimado.
. Os eventos climáticos extremos recentes mostram que os impactos são mensuráveis e antecipáveis com base em ciência e dados disponíveis.
. Estado e empresas deveriam integrar riscos climáticos nas suas projeções económicas e no cálculo do PIB, para justificar investimentos antecipados.
. Portugal tem planos de adaptação, mas enfrenta dificuldades em concretizar investimentos estruturais que não geram retorno político imediato.
. As empresas já têm instrumentos e incentivos para mitigação. No entanto, ainda não existe um mercado suficientemente estruturado que valorize investimentos em adaptação.
. A regulação financeira está a pressionar os bancos a identificar projetos verdes, o que pode abrir espaço para financiar adaptação, desde que esta seja enquadrada como investimento estratégico.
. Convencer empresários a investir num futuro incerto nem sempre é simples.
Mas apesar dos desafios internos, há inúmeros exemplos de empresas portuguesas resilientes, inovadoras e capazes de se reinventar.
. Portugal é um mercado pequeno. Crescer implica internacionalizar. E internacionalizar implica inovação, tecnologia e alinhamento com padrões globais, incluindo sustentabilidade.
. A ideia de que as PME não conseguem pensar no longo prazo é redutora. Muitas empresas familiares trabalham precisamente com visão intergeracional.
. Falar de sustentabilidade e adaptação climática deve ser tão natural como falar de investimento em tecnologia, contratação ou expansão. É parte da gestão corrente.
. Reduzir emissões ou investir em adaptação não é apenas uma opção ambiental. É uma decisão estratégica que melhora competitividade e posicionamento na cadeia de valor internacional.
. A sustentabilidade também é um fator de atração e retenção de talento, sobretudo junto das novas gerações.
. E é um tema cada vez mais presente nas agendas da banca, dos fundos europeus e do financiamento empresarial.
. O estigma de que sustentabilidade é um tema exclusivo de ambientalistas não corresponde à realidade. Hoje é defendido por economistas, fiscalistas e instituições financeiras como parte central da economia moderna.
. A economia verde deve ser vista como oportunidade de criação de novos produtos e serviços, capazes de ajudar outras organizações a reduzir a sua pegada ambiental.
. Quando integrada no modelo de negócio, a sustentabilidade deixa de ser custo e passa a ser motor de inovação, especialmente relevante para PME que procuram diferenciar-se.
. As exigências bancárias às PME em matéria de sustentabilidade são uma tendência inevitável. Mas podem funcionar como estímulo positivo à melhoria de


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